Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

h1

Desisti

Setembro 4, 2008

Não dá. Nunca imaginei que um evento desse tamanho contaria com uma infra-estrutura de venda de ingressos tão chinfrim, irritante e ineficaz. Até tentei, passei raiva, perdi um tempão no site e no telefone, mas assim, nunca fui de dar muita pelota pra coisas que não valem a pena (em tudo na vida), e não será desta vez que atropelarei meus valores. É só um show. Tudo bem que sou fã da Madonna desde criança, que as apresentações dela são demais, mas não tenho saco pra isso, não. Tá louco. Vou comprar o DVD e tá beleza.
Fora que essa decisão reflete numa economia de pelo menos 400 paus.

E pra quem tá indo viajar isso é uma mão na roda inglesa.

h1

Empolgação que dá inveja

Agosto 26, 2008

As olimpíadas de Pequim já me encheram o saco.

Na verdade, tô sem saco pra isso desde o começo, porque essa mania de patriotismo sazonal que o brasileiro tem é ridícula. É um tal de ‘Vamos torcer!’ e ‘Vai Brasiiiil’ que dá nos pacová, porque todos sabemos o que acontece quando os atletas não conseguem uma medalha de ouro. O povo mete o pé, xinga, chama de fracote, fica indignado, tudo como se aquilo fosse realmente importante para as pessoas além daquelas que estão lá representando o país, que treinam mais do que vivem e dão o sangue pela vitória.

Aposto que eles mesmos só dão o sangue porque sabem a baixaria que o brasileiro faz em caso de derrota, sendo que ninguém valoriza o fato de que, só por estarem numa olimpíada, os caras são campeões.

Tá louco. Que falta de respeito…

 

Mas assim, falta de respeito mesmo é o cara que ganha não sei quantos milhões de dólares por ano fora do país, é escalado pra seleção e, ao contrário dos verdadeiros atletas – que choram e se lamentam de verdade por não conseguirem trazer ‘o ouro pro Brasil’, mesmo tendo dedicado a vida ao esporte sem um apoio decente do governo ou de um puta patrocinador – fala ao celular em plena entrega da medalha conquistada.

Não merecia nem o bronze.

h1

Agonia

Agosto 26, 2008

 

Confesso que estou em pânico com a organização do show da Madonna.

 

Já fiz cadastro no site, já descolei alguém que vai me emprestar o cartão (família, claro) e só estou esperando chegar as 23h55 do dia 2 pra começar o plantão na frente do computador. Pensei até em fazer uma carteirinha falsé de estudante pra pagar meia entrada, mas sentindo que pode dar merda, desisti. Quero pagar tudo, que se foda. E na pista.

 

Tá bom que vai ter postos de venda, que dá pra comprar na Renner e na Avenida das Nações Unidas e que o esquema prevê até venda por telefone, mas tô com o maior medão de não conseguir um ingresso. E assim: as pessoas trabalham, Madonna. Desculpa, mas como vou sair do escritório e ficar plantada em fila pra comprar ingresso? Não dá. Sou fã desde criancinha, mas tenho noção da minha responsabilidade no trampo. Pelo menos enquanto ainda consigo manter a calma.

 

Da última vez que a loira esteve no Brasil eu tinha de 13 pra 14 anos, e nem pensei em pedir pra minha mãe me deixar ir ao show, sonhando com a volta dela quando eu fosse maior. Aí que já passaram 10 anos desde que eu fiquei maior e a vaca não veio.

Agora, cinqüentona, aposto que essa será a última vez que ela vem pra cá!

E a gente refém dessa porra de venda online.

 

AAAAAAAAAAAAAAAA.

 

Hoje ‘ouvi falar’ que vai rolar mais um show.

Será, minha santa?

 

 

 

 

h1

Bring it On

Agosto 22, 2008
Reza a lenda que um dia Nick Cave encasquetou de emplacar um clip na MTV. Nem imagino quando foi isso, mas enfim.
No entanto, imagino o momento:
***
(Nick Cave) - Pô. Quero tocar na MTV.
(amigo) - MTV, cara? Tá louco? Eles nunca vão passar um clipe seu.
(Nick Cave) - Mas por quê?
(amigo) - Aff. Tu é teatral demais, rapá. Seus clipes são estranhos, você é estranho. A banda é estranha. A MTV é pop!
(Nick Cave) – Humm. Já sei o que é pop….
***
E ele fez este clipe. E este clipe passou na MTV.

Detalhe: várias dessas dançarinas são brasileiras. Acho que dá pra perceber.

Ps.: Pra mim, essa é uma das melhores músicas que ele já compôs.
h1

Nem parece banco

Agosto 20, 2008

Quem passou pela Av. Goiás (a maior de São Caetano – referência ‘mundial’ da cidade) no início da madrugada do último domingo, viu a porta do Unibanco (que “nem parece banco” – pegou? pegou?) assim.

Segurança é isso aí.

E juro que NÃO é montagem.

Se você não pegou, explico:

 

 

PS.: Notou que as cores das vassouras são iguais às do banco? Pegou? Pegou?

h1

Pescando um sorriso

Agosto 15, 2008

Não tem jeito.

Sexta-feira, às 9h da manhã, no metrô, mau-humor total.

Aí que a gente acha que é um saco acordar cedo, que podia ter inventado uma dor no dedão do pé pra não trabalhar, que o prefeito deveria proibir que chovesse em São Paulo, que bem que esse mundaréu de gente podia tirar férias tudo de uma vez….
Aí a gente olha, lá no fundo do vagão, uma menina sentada no cantinho, de olhos fechados, sorrindo como se estivesse num sonho em meio ao nosso inferno psicológico diário e se pergunta: por que, Deus? Por que eu não sou simplesmente… assim?

[Este post/foto está participando da história “pescadores de sorrisos”, do Balaio Branco.]

h1

O Segredo

Agosto 14, 2008
Certas coisas só são boas se a gente comer na rua. E não me venham com a piadinha mulher = pizza, porque não é disso que estou falando.

Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comer milho cozido de porta de metrô, pois aquele cheiro me seduzia que nem flauta e cobra naja. Só que sentia um nojinho, sei lá. Pessoas passando, poluição no ar, aquela água fervendo o dia inteiro, tira tampa, põe tampa. Eu tinha nojinho. Aliás, tenho. Assim como do yakissoba de rua, por causa das mesmas coisas e mais uma: yakissoba é uma delícia, mas tem um aspecto meio encardido por causa de tanto shoyu. E aquela wok engordurada…
Hahaha… Incrível, eu sei, mas morro de vontade de comer aquela gororoba.
Enfim.

Ontem resolvi superar minhas manias de menina fresca que cresceu tomando leite de caixinha e experimentar o tal do milho cozido de porta de metrô.

Ohhhhh!
O cara tira o milho da espiga, coloca num pratinho, põe sal e manteigaaaaaaaa… Nossa, fica uma delícia, e é daquelas coisas que dá vontade de comer grão por grão, bem devargarinho pra estender o prazer ao máximo.

Lembrei então do lanche de trailer de Cruzeiro. Não há Burguer King (porque eu prefiro Burguer King ao Mc Donald’s) que supere aquele amontoado delicioso de carboidratos…
Aí tive que pensar: esses caras devem ter um segredo, claro. Não é possível que seja tudo tão mais gostoso do que o que fazemos em casa só por causa do catchup diluído em guaraná, da mostarda com gosto de desinfetante, do hambúrguer de segunda. Além da chapa suja e do panelão que ferve a mesma água o dia inteiro, só pode haver um tempero secreto e universal: perdigotos.

Ahá.

h1

Ver com os olhos e lamber com a testa*

Julho 21, 2008

Estava eu passando distraída pela rua, quando de repente, me aparece na frente uma enorme loja Marisa apinhocada de gente.
Olhei a vitrine e entendi: “Peças com até 70% de desconto!”. Pronto. Entrei.
Não que estivesse precisando de alguma coisa, mas liqüidação é liqüidação.

Aí fui a uma arara de R$15,90 e olhei umas pecinhas. Vi uma camiseta básica, nada demais mesmo, preta, com uma estampa colorida na frente. A estampa era tipo uma mensagem de outdoor, com as letras formadas por leds. Eu, que tenho horror de mensagem escrota olhei, olhei, mas não consegui entender o que estava escrito, mas minha ânsia consumista bloqueou meu bom senso e pensei “se não consigo ler, deve ser pra não ler mesmo”. Comprei.

No dia seguinte – sexta, dia informal (como se eu fosse formal em algum momento da minha vida) – resolvi ir trabalhar com a camiseta. Vesti, me olhei no espelho e percebi que estava lendo alguma coisa. Dei um passo pra trás e enxerguei a primeira linha:

“Who needs a husband?” Opa. Peraí que agora tenho que ler tudo.

Apertei a vista e consegui:

“I’ve got an electro”

(…)

“Who needs a husband? I’ve got an electro”. PÁRATUDO! Como assim quem precisa de marido? Como assim ‘tenho um vibrador’ (‘Electro’ é uma gíria para vibrador, em inglês americano)???

Quase morri de rir, tirei a camiseta e levei pra trocar, óbvio.
Vê se eu posso com isso…
Se mensagem em camiseta já é foda, mensagem sacana em inglês é mil vezes pior…

Lembrei de uma vez que vi uma garota na rua. A menina parecia ter origem humilde e tals, estava com uma calça funkeira, daquelas cheia de glitter e rasgos e tals… e uma camisetinha amarela, cheia de estampas que imitavam um carimbo. O que estava escrito nas marcas de carimbo? “Smelly pussy”. Juro.


* confesso que nunca entendi a frase que usei como título. Se algum cruzeirense aí souber me explicar, agradeço.

h1

Meme – 8 coisas pra fazer antes de morrer

Julho 18, 2008

Fui convidada pra um meme.

1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhao fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5) Mencionar as regras.


Só pra não me contradizer, vou resgatar um post lááá dos idos de fevereiro do ano passado, um meme também, chamado ‘Jogo dos Sete’. Entre outras questões, eu deveria dizer sete coisas que eu tinha que fazer antes de morrer.

Não sei se algo mudou (em um ano o mundo completa uma rotação em torno do sol! imaginem o que não acontece na minha cabecinha…), mas vamos lá.


Em fevereiro de 2007 eu dizia que antes de morrer, eu PRECISAVA:

…. Fazer uma plástica nos peitos (que já fiz)
…. Viajar de carro pelo sertão do nordeste
…. Ir a um autêntico pub na Inglaterra (irei em dois meseeeeees!!!)
…. Pular de pára-quedas
…. Ir a um show da Madonna (se tudo der certo e ela vier mesmo, em dezembro, em dezembro…)
…. Brigar de porrada
…. Comprar uma chácara à beira de um rio e morar lá. (isso ainda tá longe de acontecer)

Agora vamos atualizar essa lista. Antes de morrer eu preciso:
… brigar de porrada
… tomar o maior de todos os porres (o negócio é tentar, tentar e tentar, e claro, deixar pra lá meu pânico de passar mal)
… gravar uma música minha
… aprender a tocar violão
… viajar de carro pelo sertão do nordeste
… pintar meu cabelo de azul (pelo menos uma vez)
… passear de mochila pela Europa
… comprar uma casa


Por enquanto, só isso tá bom.

h1

Maria Limpinha

Julho 14, 2008

Lá em casa me chamam de TOC porque tenho um problema sério com sujeira. Não gosto mesmo. Aliás, meu apelido carinhoso é ‘Maria Limpinha’.
No entanto, acho que é moda essa coisa de TOC. Igual à história do transtorno bipolar: ficou chique falar que é doente mental. Alguém entende? Eu não.

Não tenho TOC. Só não consigo sair do banheiro sem lavar as mãos, cozinhar com a cozinha cheia de lixo, dormir sem tomar banho, ficar com a mão suja de ônibus, sentar na minha cama com roupa de rua, guardar roupa usada. Isso é grave? Claro que não! É o mínimo! Exagero seria se eu não comesse em restaurante, só entrasse em casa descalça, não tocasse nas pessoas ou andasse com um vidro de álcool à tiracolo (gel na bolsa não vale, é mínimo também).

Se considerarmos que há pessoas que não lavam as mãos após usar o banheiro (desculpa, gente, mas eu mesma conheço várias dessas pessoas ‘desprendidas’ de asseio), até a maçaneta da porta é suja e está lotada de coliformes fecais. Pra quem não sabe, coliformes fecais são bactérias que estão presentes em grandes quantidades no intestino dos animais de sangue quente. E por acaso alguém aí sabe o que temos dentro do intestino? Pois é. No meu entendimento, coliforme fecal nada mais é que átomo de cocô, e ninguém me fará mudar de idéia.

Além disso, segundo o Fantástico (que é ótimo pra me deixar apavorada com essas coisas), aquelas barras que a gente segura no ônibus e no metrô têm mais coliformes fecais que um banheiro de rodoviária. Bonito, não? Aí eu vou sentar minha bunda em três bancos pra ir e três pra voltar, e ainda encostar a mesma bunda na minha caminha? Nem a pau, Juvenal.
Isso porque tô economizando nas análises. Se eu resolver pensar em tudo o que tem sujeira por aí, não ando, flutuo longe do transporte coletivo. E ainda por cima, com roupa descartável e balão de oxigênio de origem garantida.