
O Segredo
Agosto 14, 2008Já fazia um tempo que eu tinha vontade de comer milho cozido de porta de metrô, pois aquele cheiro me seduzia que nem flauta e cobra naja. Só que sentia um nojinho, sei lá. Pessoas passando, poluição no ar, aquela água fervendo o dia inteiro, tira tampa, põe tampa. Eu tinha nojinho. Aliás, tenho. Assim como do yakissoba de rua, por causa das mesmas coisas e mais uma: yakissoba é uma delícia, mas tem um aspecto meio encardido por causa de tanto shoyu. E aquela wok engordurada…
Hahaha… Incrível, eu sei, mas morro de vontade de comer aquela gororoba.
Enfim.
Ontem resolvi superar minhas manias de menina fresca que cresceu tomando leite de caixinha e experimentar o tal do milho cozido de porta de metrô.
Ohhhhh!
O cara tira o milho da espiga, coloca num pratinho, põe sal e manteigaaaaaaaa… Nossa, fica uma delícia, e é daquelas coisas que dá vontade de comer grão por grão, bem devargarinho pra estender o prazer ao máximo.
Lembrei então do lanche de trailer de Cruzeiro. Não há Burguer King (porque eu prefiro Burguer King ao Mc Donald’s) que supere aquele amontoado delicioso de carboidratos…
Aí tive que pensar: esses caras devem ter um segredo, claro. Não é possível que seja tudo tão mais gostoso do que o que fazemos em casa só por causa do catchup diluído em guaraná, da mostarda com gosto de desinfetante, do hambúrguer de segunda. Além da chapa suja e do panelão que ferve a mesma água o dia inteiro, só pode haver um tempero secreto e universal: perdigotos.
Ahá.
Nunca ouvi a piadinha mulher = pizza, conta?
Hahahah