Estava eu passando distraída pela rua, quando de repente, me aparece na frente uma enorme loja Marisa apinhocada de gente.
Olhei a vitrine e entendi: “Peças com até 70% de desconto!”. Pronto. Entrei.
Não que estivesse precisando de alguma coisa, mas liqüidação é liqüidação.
Aí fui a uma arara de R$15,90 e olhei umas pecinhas. Vi uma camiseta básica, nada demais mesmo, preta, com uma estampa colorida na frente. A estampa era tipo uma mensagem de outdoor, com as letras formadas por leds. Eu, que tenho horror de mensagem escrota olhei, olhei, mas não consegui entender o que estava escrito, mas minha ânsia consumista bloqueou meu bom senso e pensei “se não consigo ler, deve ser pra não ler mesmo”. Comprei.
No dia seguinte – sexta, dia informal (como se eu fosse formal em algum momento da minha vida) – resolvi ir trabalhar com a camiseta. Vesti, me olhei no espelho e percebi que estava lendo alguma coisa. Dei um passo pra trás e enxerguei a primeira linha:
“Who needs a husband?” Opa. Peraí que agora tenho que ler tudo.
Apertei a vista e consegui:
“I’ve got an electro”
(…)
“Who needs a husband? I’ve got an electro”. PÁRATUDO! Como assim quem precisa de marido? Como assim ‘tenho um vibrador’ (‘Electro’ é uma gíria para vibrador, em inglês americano)???
Quase morri de rir, tirei a camiseta e levei pra trocar, óbvio.
Vê se eu posso com isso…
Se mensagem em camiseta já é foda, mensagem sacana em inglês é mil vezes pior…
Lembrei de uma vez que vi uma garota na rua. A menina parecia ter origem humilde e tals, estava com uma calça funkeira, daquelas cheia de glitter e rasgos e tals… e uma camisetinha amarela, cheia de estampas que imitavam um carimbo. O que estava escrito nas marcas de carimbo? “Smelly pussy”. Juro.
* confesso que nunca entendi a frase que usei como título. Se algum cruzeirense aí souber me explicar, agradeço.
Posts de Julho, 2008

Ver com os olhos e lamber com a testa*
Julho 21, 2008
Meme – 8 coisas pra fazer antes de morrer
Julho 18, 2008Fui convidada pra um meme.
1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhao fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
5) Mencionar as regras.
Só pra não me contradizer, vou resgatar um post lááá dos idos de fevereiro do ano passado, um meme também, chamado ‘Jogo dos Sete’. Entre outras questões, eu deveria dizer sete coisas que eu tinha que fazer antes de morrer.
Não sei se algo mudou (em um ano o mundo completa uma rotação em torno do sol! imaginem o que não acontece na minha cabecinha…), mas vamos lá.
Em fevereiro de 2007 eu dizia que antes de morrer, eu PRECISAVA:
…. Fazer uma plástica nos peitos (que já fiz)
…. Viajar de carro pelo sertão do nordeste
…. Ir a um autêntico pub na Inglaterra (irei em dois meseeeeees!!!)
…. Pular de pára-quedas
…. Ir a um show da Madonna (se tudo der certo e ela vier mesmo, em dezembro, em dezembro…)
…. Brigar de porrada
…. Comprar uma chácara à beira de um rio e morar lá. (isso ainda tá longe de acontecer)
Agora vamos atualizar essa lista. Antes de morrer eu preciso:
… brigar de porrada
… tomar o maior de todos os porres (o negócio é tentar, tentar e tentar, e claro, deixar pra lá meu pânico de passar mal)
… gravar uma música minha
… aprender a tocar violão
… viajar de carro pelo sertão do nordeste
… pintar meu cabelo de azul (pelo menos uma vez)
… passear de mochila pela Europa
… comprar uma casa
Por enquanto, só isso tá bom.

Maria Limpinha
Julho 14, 2008Lá em casa me chamam de TOC porque tenho um problema sério com sujeira. Não gosto mesmo. Aliás, meu apelido carinhoso é ‘Maria Limpinha’.
No entanto, acho que é moda essa coisa de TOC. Igual à história do transtorno bipolar: ficou chique falar que é doente mental. Alguém entende? Eu não.
Não tenho TOC. Só não consigo sair do banheiro sem lavar as mãos, cozinhar com a cozinha cheia de lixo, dormir sem tomar banho, ficar com a mão suja de ônibus, sentar na minha cama com roupa de rua, guardar roupa usada. Isso é grave? Claro que não! É o mínimo! Exagero seria se eu não comesse em restaurante, só entrasse em casa descalça, não tocasse nas pessoas ou andasse com um vidro de álcool à tiracolo (gel na bolsa não vale, é mínimo também).
Se considerarmos que há pessoas que não lavam as mãos após usar o banheiro (desculpa, gente, mas eu mesma conheço várias dessas pessoas ‘desprendidas’ de asseio), até a maçaneta da porta é suja e está lotada de coliformes fecais. Pra quem não sabe, coliformes fecais são bactérias que estão presentes em grandes quantidades no intestino dos animais de sangue quente. E por acaso alguém aí sabe o que temos dentro do intestino? Pois é. No meu entendimento, coliforme fecal nada mais é que átomo de cocô, e ninguém me fará mudar de idéia.
Além disso, segundo o Fantástico (que é ótimo pra me deixar apavorada com essas coisas), aquelas barras que a gente segura no ônibus e no metrô têm mais coliformes fecais que um banheiro de rodoviária. Bonito, não? Aí eu vou sentar minha bunda em três bancos pra ir e três pra voltar, e ainda encostar a mesma bunda na minha caminha? Nem a pau, Juvenal.
Isso porque tô economizando nas análises. Se eu resolver pensar em tudo o que tem sujeira por aí, não ando, flutuo longe do transporte coletivo. E ainda por cima, com roupa descartável e balão de oxigênio de origem garantida.

Fato (bastante – como poderei dormir agora?) Relevante
Julho 10, 2008
Eu sou mestra nisso. Não sei por que, mas sempre que estou em um veículo de notícias sério, é só dar um ou dois cliques que eu caio em notas assim:
Preciso, então, destacar algumas das informações mais relevantes. Relevantes, sim, porque um jornal como a Folha de São Paulo só dá matérias relevantes.

Quase babei
Julho 2, 2008Deus sabe que eu sou uma pessoa legal, compreensiva, gente boa e um exemplo de paciência. No entanto, às vezes preciso lembrar ao ambiente de que sou uma pessoa.
…
P E S S O A.
…
Humpf.
Porque se eu deixar, meu jeito cordeiro de ser toma conta e o povo começa a acreditar que meu sangue é morno como leitinho quente, daquele que a gente toma antes de dormir. Não é mesmo. Esse jeitinho introspectivo aqui engana, e quando é pra eu explodir, sai de baixo.
Eu avisei.
Resumindo, tem gente que irrita.
Tem gente que ME irrita.
Tem gente que não posso ouvir pronunciar palavra, tem gente que não gosto do cheiro, tem gente que tem sotaques insuportáveis, tem gente que faz sempre a mesma piada tonta, tem gente que se acha. Tem gente que atravessa, tem gente que acha que sabe tudo, tem gente que tem opinião pra tudo, tem gente que é folgada, tem gente que é mimada, tem gente que não sabe ouvir, tem gente que conta, em detalhes, histórias que eu não quero ouvir. Tem gente que canta – com fone no ouvido – o dia inteiro (fora do tom, óbvio. Sabe disso quem já ouviu), tem gente que desvaloriza o trabalho alheio, tem gente que não atende o telefone, tem gente que quer saber ‘e aí, como vai a vida?’ quando o msn tá no OCUPADO, tem gente que fuça no orkut (percebam o uso da palavra ‘fuçar’: etimologicamente falando, quem ‘fuça’ tem focinho), tem gente que grita à toa, tem gente que atrapalha minha concentração pra falar merda, tem gente que fala com trezentas pessoas depois de você só pra confirmar se o que você disse é verdade mesmo, tem gente que não se toca.
AAAAAAAAA que isso me irrita.