Engraçado como é só o Marido dar o pira que os amigos se unem pra me resgatar das garras do “ficar-em-casa-o-dia-inteiro-de-pijama”. Pô. É legal ficar em casa de pijama…
Só quando estou-em-casa-o-dia-inteiro-de-pijama durmo até depois do meio-dia, mando uma pizza gelada no café da manhã, leio revistas velhas, mando um viradão de almoço, não penteio o cabelo, como pipoca com chocolate, largo bagunça pela casa inteira e assisto ao programa do Faustão.
Só quando estou-em-casa-o-dia-inteiro-de-pijama consigo me dedicar à prazerosa tarefa de esvaziar meu cérebro e isso descansa que é uma beleza.
Aí, o Marido foi viajar.
Aí, me ligam às quatro da tarde assim “vamos lá no Empanadas ver o jogo do Palmeiras”. E eu “se me esperar tomar um banho pelo menos…”, “beleza”.
Hahaha.
Aí, pleno domingão e eu no boteco até quase meia-noite.
Alguém imagina a segunda-feira que eu tive?
Posts de Abril, 2008

Final de semana atribulado
Abril 28, 2008
The point of no return
Abril 22, 2008inacreditável
i.na.cre.di.tá.vel
adj (in+acreditável) 1 Que não é acreditável, que não merece crédito; incrível. 2 Que ultrapassa os limites da credibilidade; espantoso, surpreendente.
egoísmo
e.go.ís.mo
sm (ego3+ismo) 1 Qualidade de egoísta. 2 Amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses. 3 Conjunto de propensões ou instintos adaptados à conservação do indivíduo. 4 Comodismo. Antôn (acepções 1, 2 e 3): altruísmo; (acepção 4): abnegação.
mentira
men.ti.ra
sf (lat mentita, com dissimilação) 1 Ato de mentir; afirmação contrária à verdade, engano propositado. 2 Hábito de mentir. 3 Engano da alma, engano dos sentidos, falsa persuasão, juízo falso. 4 Erro, ilusão, vaidade. 5 Fábula, ficção. 6 O mesmo que leuconiquia. Antôn (acepções 1, 3 e 4): verdade; (acepção 5): realidade. M. de rabo e cabeça: grande mentira. M. inocente: dita sem o propósito de prejudicar. M. oficiosa: dita a alguém, sem prejuízo de terceiro, e só para lhe causar prazer ou utilidade.
difamação
di.fa.ma.ção
sf (lat diffamatione) 1 Ação ou efeito de difamar; calúnia, detração. 2 Perda de boa fama; descrédito.
calúnia
ca.lú.nia
sf (lat calumnia) 1 Imputação falsa, que ofenda a reputação, crédito ou honra de alguém. 2 Difamação infundada. 3 Grupo dos caluniadores.
exclusão
ex.clu.são
sf (lat exclusione) 1 Ato ou efeito de excluir. 2 Pessoa ou coisa excluída. 3 Arit Método especial de resolução de certos problemas numéricos, que consiste em excluir sucessivamente todos os números que não resolvem o problema, até chegar ao que o resolve. 4 Exceção. 5 Reprovação. Antôn: inclusão.
crueldade
cru.el.da.de
sf (lat crudelitate) 1 Qualidade do que é cruel. 2 Ato cruel. 3 Rigor excessivo. 4 Barbaridade, desumanidade.
inconseqüência
in.con.se.qüên.cia
sf (lat inconsequentia) 1 Falta de conseqüência. 2 Incongruência. 3 Inconexão. 4 Contradição. 5 Ilação que não se contém nas premissas.
maledicência
ma.le.di.cên.cia
sf (lat maledicentia) 1 Qualidade de maledicente. 2 Ato ou efeito de dizer mal; murmuração. 3 Os maldizentes.
infâmia
in.fâ.mia
sf (lat infamia) 1 Ato ou dito infame. 2 Ação vergonhosa. 3 Perda da fama ou do crédito. 4 Vergonha, torpeza. I. de direito: a que a lei faz recair sobre quem comete certos delitos. I. de fato: a que é conseqüência de ação infame.
absurdo
ab.sur.do
adj (lat absurdu) 1 Contrário e oposto à razão, ao bom senso: “Como uma absurda borboleta que pousasse as suas cores bem na ponta de um punhal” (Cassiano Ricardo). 2 Falso. 3 Despropositado, tolo. Antôn (acepções 1 e 3): sensato, lógico. sm 1 Coisa absurda. 2 Asneira, dislate, disparate, inépcia, tolice. 3 Filos O que é contrário à razão.

É bom saber que certas coisas não mudam
Abril 17, 2008Ontem, sozinha em casa, moída de cansaço, resolvi ver tv. Quando parei no SBT e vi que estavam exibindo a primeira fase do programa “Ídolos”, claro que parei pra assistir. Essa é a melhor parte do programa. Depois os caras começam a se levar a sério e perde a graça.
Lá estava eu, dando gargalhadas sozinha, às vezes ficando com a cara vermelha de vergonha alheia e doida pra ligar pra alguém pra dividir aquele momento. Mas quem?
Liguei para o Rapha. Ele achou graça, mas estava vendo o jogo do Coríntia e não ‘pegou’ meu espírito debochado. Não na medida que eu precisava pra ficar satisfeita.
Aí peguei meu celular e liguei pra minha companheira-master-vitalícia de bobeira: a Carol. Adivinhem o que ela estava fazendo? Morrendo de rir, assistindo ao mesmo programa, sentindo vergonha alheia também e pensando que o porteiro do prédio provavelmente estava achando que ela era louca de ficar rindo sozinha (ela mora no 1º andar).
Adoro perceber que nossa sintonia perfeita não acaba, mesmo que estejamos longe uma da outra.
Às vezes dá uma saudade…
Hahaha. E dá-lhe “Nambu Sequinha”!

Difícil, mas não impossível – reedição
Abril 14, 2008Atendendo a pedidos, segue o post apagado.
“Tenho várias amigas recém-casadas, casadas-de-pouco-tempo e outras prontas-pra-casar. Todas, cheias de sonhos, têm tendência a dar importância demais a certos percalços que aparecem no meio do caminho no início da vida a dois. Por isso, resolvi falar um pouco aqui sobre a minha experiência (sou casada há três anos, dois meses e 12 dias).
O principal aviso que costumo dar é: por mais que os dois se amem e sonhem passar o resto da vida juntos, o primeiro ano casados (ou morando juntos, independentes dos pais) é simplesmente uma M E L E C A. Outra coisa: eu sou totalmente tradicional. Casamento é pra sempre. Entendo que há exceções, mas a única coisa, pra mim, que justifica o fim de uma relação dessas é a falta de amor. O resto a gente tira de letra.
Explico: Vocês se conhecem muito bem, admiram um ao outro, e adoram ficar juntos, dividindo tudo. Ok. Só que isso é coisa de namorado. Namorados, quando brigam ou se densetendem por qualquer motivo, vão cada um para sua casa e têm um tempinho pra pensar sem brigar mais. Agora, quando se está casado, não se tem para onde fugir. Tem sim que dormir na mesma cama, encarar o outro no café da manhã e tentar resolver as coisas em menos tempo, pra tudo voltar a ficar bem logo. Só quando conhecemos o urso em sua caverna é que o conhecemos de verdade. Manias, hábitos e uma criação completamente diferente da sua podem render diversos desentendimentos bem chatos.
Outra coisa importante é sempre valorizar mais o que o outro tem de bom do que seus defeitos. É um saco só ouvir críticas quando sabemos estar fazendo mais que o possível pra tornar o lar um recanto, um lugar agradável. Mesmo as pequenas coisas devem ser lembradas (mais pelo bem que para o mal. Neste caso, é preciso tentar deixar algo pra lá, porque nós também temos defeitos).
Algumas coisas especialmente difíceis são:
- Dividir o quarto (e a cama) com alguém que gosta de ver tv deitado quando você não pode nem com barulho, muito menos com luz na sua cara para relaxar.
- Dividir as contas da casa sem que um dos dois saia perdendo;
- Aguentar a ‘chatice’ do outro reclamando do barulho quando você só quer ver o Jornal da Globo. E depois o Intercine. Ainda mais quando você adora usar a luz da tv ligada de madrugada pra não tropeçar ao ir ao banheiro;
- A falta de entendimento dos homens em relação ao trabalhÃo que dá manter uma casa. Isso além das contas pra pagar. Ainda existe hoje o conceito de ‘trabalho de homem’ – trocar lâmpadas, consertar um chuveiro quebrado; e ‘trabalho de mulher’ – lavar, cozinhar, estender e tirar roupas do varal, passar, limpar, organizar, orientar a empregada, fazer feira, fazer supermercado (isso só pra citar algumas coisas DIÁRIAS), só que, considerando que os dois trabalham fora, isso é inaplicável. Pra ser possível uma relação feliz e saudável com essa idéia antiga, a mulher não pode trabalhar fora. Aí sim…;
- A falta de entendimento das mulheres sobre a necessidade dos homens de uma noite ou duas de cerveja por semana (só com os amigos, afinal, com ela o cara está todo SANTO dia. Ar! O homem precisa de ar!);
- A falta de noção do homem em pensar que já que está todo SANTO dia com a mesma mulher, não precisa levá-la pra jantar, ao cinema ou ficar em casa tomando uma cerveja com ela;
- Aguentar a encheção de saco do outro que te chama de bagunceiro quando é facinho ver coisas dele(a) espalhadas pela casa. Pior: as coisas que ele(a) chama de ‘minha organização’;
- Quando um tem formiga na bunda e o outro é caseiro;
- Suportar o silêncio pós-briga quando você está doida pra falar mais e fazê-lo entender certas coisas que parecem não ter ficado claras (não tem jeito, eu penso com uma cabeça feminina);
- E suportar a mulher falando sem parar quando o que o cara quer é mais ficar quieto no seu canto? Terrível.
Realmente, existe muita coisa. SÓ QUE, se passarmos todo o tempo tentando mudar o outro, logo perceberemos que estamos casados com um estranho. Lidar com as diferenças de forma construtiva é o que realmente faz a essência de um casal. E dividir as tarefas em casa é fundamental. Não é nada fácil, muitas conversinhas despretensiosas viram climão e muita coisa a gente repete, repete e repete, mas é como se falássemos com o vento.
Enfim.
O ser humano tem o costume de valorizar mais o que dá errado, mas há sim, muita coisa boa na vida a dois. Muito (muito, muito) mais até que as ruins, só que é preciso estar consciente disso antes de criar expectativas utópicas a respeito da aventura que é dividir o mesmo teto com a pessoa que a gente ama. Afinal, quanto mais expectativas, maiores as chances de frustração.
Eu, corajosa que sou, SEMPRE vou recomendar o casamento.
Inclusive porque sou um caso de sucesso.”

O dia em que apaguei um post por causa de um comentário
Abril 14, 2008Amigos,
Anteontem apaguei o post “Difícil, mas não impossível” por causa de um comentário meio estranho que recebi.
Pelo que percebi, a pessoa entendeu exatamente o CONTRÁRIO do que eu queria dizer, e isso me incomodou bastante por alguns motivos:
1. Pelo jeito, eu não soube me posicionar devidamente;
2. Pelo jeito, passei uma imagem completamente diversa do que sou;
3. Ao escrever um blog com as minhas impressões a respeito das coisas, não quero que entendam errado o que eu sou.
Enfim.
Só que depois me arrependi, porque do montão de gente que me visita aqui, essa foi a primeira vez que houve uma má interpretação, e por isso, entendi que o erro não estava no que escrevi, mas no que entendeu quem comentou.
A partir de hoje, gostaria muito que, ao invés de espinafrar, vocês leiam direito os textos. Se precisarem, dêem uma passada pelos mais antigos antes de me chamar de infeliz, ok?
E considerando que se eu mantenho um blog público a respeito do que penso do mundo, não tenho a menor intenção de mentir. Se um dia achar que devo, chega de blog.
Beijos
PS.: Só pra constar, hoje sou feliz como jamais imaginava que um dia seria. Os que me conhecem e sabem de toda a minha história hão de concordar que eu sou, sim, uma vencedora.

Quando dizem que o governo é que tem que educar, algumas mães nada carentes ficam bem preguiçosas.
Abril 11, 2008Vagão do metrô quase vazio. Dez pessoas no máximo, no sentido Vl. Madalena – Alto do Ipiranga.
Na Consolação entram uma mãe com a filha de uns 5 anos, com o uniforme de um dos colégios mais tradicionais (e caros) da cidade.
A menina corria pra lá e pra cá dentro do vagão em movimento. Subia pelos canos como uma macaquinha espoleta, ficava em pé nas cadeiras e pulava. Daquele jeito que deixaria um tombo uma delícia.
A mãe, preocupada, sentada e segurando a mochila da filha, falava:
- Laura, pára de correr.
- Não tô correndo.
- Laura, desce daí. (sempre no mesmo tom e sem se levantar da cadeira)
- Já tô descendo.
- Laura, não coloca os pés na cadeira.
- Não tô colocando.
- Laura, não corre.
- Não tô correndo.
- Laura, o maquinista vai parar o trem e te dar uma bronca.
- Pára mãe! Não vai, não!
- Laura, a moça (eu) vai te xingar. Desce da cadeira.
- Não vai, não, mãe!
- Laura, vai cair em cima do moço e ele vai brigar com você.
- Já levantei, mãe!
- Laura, você é impossível!
- Eeeeeeeeee!
Se a mãe soubesse que esse ‘impossível’ vai aumentar desesperadamente nos próximos anos, aprenderia que não são os outros que devem educar a filha dela.

Vai fazer bolha…
Abril 4, 2008Quando uma moça arruma um marido e sai de casa, é comum que procure o ninho materno de vez em quando para resolver pequenas questões do dia-a-dia relacionadas ao cuidado com o lar, culinária, trato com roupas e pequenas emergências.
Sempre que tenho uma camisa manchada, dúvidas sobre receitas ou qualquer outro probleminha caseiro que tenho certeza que minha mãe daria um jeito de resolver, ligo pra ela, que tem muito mais tempo de estrada que eu e uma arma muitíssimo importante nessas horas: os ensinamentos da minha avó.
Hoje de manhã, ao passar o café, queimei minha mão. Fiz uma arte ridícula: fui pegar a panelinha de água pra jogar no coador com um pano de prato (eu tenho cafeteira, mas o sabor do café é absurdamente diferente quando feito de forma tradicional), só que não apaguei o fogo. Aí o pano pegou fogo. E eu queimei minha mão.
Na hora liguei pra minha mãe:
- Mãe, queimei minha mão e não tenho remédio aqui. O que faço?
- Ai, Dani! Queimou como?
- O pano pegou fogo….
- Credo…
- E agora tá doendo pra chuchu. Meu dedo…
- Já molhou com água fria?
- Já. Mas ainda tá doendo.
- Foi feio? Sua irmã se queimou esses dias com sopa quente…
- Não, mas tá doendo. Se eu passar Nebacetin ajuda?
- Espera aí que eu vou ver. Não passe nada, manteiga, pasta de dente, nada. Já estou vendo, peraí.
Imaginando que ela estava dando uma olhada na caixa de medicamentos pra me indicar alguma coisa, um curativo, sei lá, esperei.
- Mãe….
- Só mais um minuto…
- Deixa, mãe, vou ficar molhando com água fria que resolve. Por que tá demorando?
- Só um pouquinho, Dani! O papai tá olhando no Google….
- (!!!)
Cadê o sangue indígena? Cadê os anos de experiência? E os ensinamentos da minha vó?
Tudo bem que eu trabalho com tecnologia e pesquiso de tudo na internet. Mas a minha mãe? Aí já é demais.

Pequenas coisas
Abril 3, 2008
Tem certas coisas que a gente enrola um tempão pra fazer, e quando faz, pensa “se eu soubesse que era tão bom não tinha demorado tanto…”.
Ontem, pela primeira vez, assisti ao filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e fiquei extremamente emocionada.
A história da menina, que cresceu em um lar neurótico e sem amor, e mesmo assim manteve uma essência pra lá de sensível é linda. Adorei.
Recomendo a quem ainda está enrolando pra ver. O filme é demais.
Legal é pensar nas pequenas (bem pequenas, às vezes) coisas que nos fazem felizes e aquelas que acabam com o nosso dia. Como conta o narrador da história, ao apresentar cada um dos personagens: “fulano gosta disso e não gosta daquilo”. Acaba que o resumo é uma síntese de cada um.
Eu, que sou uma pessoa que adora pequenas coisas, resolvi fazer meu resuminho para o caso de um dia alguém contar algo sobre mim.
“Esta é a Dani. Ela gosta de pisar descalça em terra molhada, tomar chuva e comer pinhão quente. Não gosta de acordar com luz na cara e molhar o pé quando está usando sandália.”
E vocês? De quais coisas simples gostam e quais bobeiras tiram seu humor?
