Posts de Maio, 2007

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Mulher "Nova" o catso.

Maio 30, 2007

Detesto revista feminina que acha que mulher é burra. Que nos contentamos com pautas vazias após pagarmos R$9,90 por um exemplar. Que somos todas iguais. Que precisamos que alguém nos diga o que fazer ao levar um pé na bunda, como se os pés-nas-bundas fossem todos iguais. Que pintam os homens como estereótipos fixos. Que abordam temas como a primeira vez com 8º cara do mês. “Dou ou não dou?”, é ridículo. Fora que condenam as mulheres à moda antiga – não explicitamente, claro, mas dizendo que mulher que cozinha para o marido, passa mais de uma semana sem fazer hidratação no salão de um cabeleireiro de celebridades ou que comete o crime de fazer a própria sobrancelha é out, muito out. Só dando risada.
O problema é que há mulheres que se guiam por esses manuais de sobrevivência Tabajara.
Estava dando uma olhada naquela “Nova” (que eu não comprei, óbvio), que pra mim, é a pior de todas. Há, sim, alguns títulos mais interessantes e respeitáveis, mas “Nova” é dose. Juro por deus que na deste mês tinha um texto que ensinava a mulher a se virar sem absorvente, ao ser pega de surpresa pelo ‘sêo’ Chico (os leitores homens que me perdoem, mas “ensinar” a dobrar papel higiênico e colocar na calcinha me deixou perplexa). Como se isso fosse coisa que se ensine em revista. Fico até com medo de imaginar que tem mulher que não sabe de uma coisa dessas. Fora que as matérias são tão estúpidas que é difícil de acreditar que um jornalista sério perderia tempo em escrever tanta besteira. E o jeito que defendem que só tem sexo bom que espalha velas aromatizadas pelo quarto, usa lençóis de cetim vermelho, joga monte de coisas de geladeira numa só meleca sobre a cama e veste fantasias de bombeiro e gladiadora: esses sim são felizes.
Realmente, é de morrer de rir.

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Por hoje eu não vou beber

Maio 28, 2007

O tempo passa e às vezes nem percebemos como mudamos.
Eu, que adoro confessar coisas, confesso que estou ficando madura. Não direi “velha” porque a palavra ofende alguns e remete à idéia de rugas e cabelos brancos, que não são o meu caso.
Digo que estou ficando mais madura porque além de estar quase nos trinta e pertinho dos quarenta-quase-cinquenta-olha-os-sessenta aí!, alguns comportamentos mudaram, outros se acentuaram e eu hoje sou muito diferente do que era há mais de dez (!) anos. Tá bom, é óbvio (outro termo que uso com freqüência) que todo mundo muda. Mas que é engraçado quando a gente percebe, é.
Por exemplo, no que diz respeito à bebida. Eu costumava beber muito mais. Nunca fui uma pinguça, mas minha vida social era, digamos, encharcada de cerveja. E minhas noites duravam muito mais. Quantas vezes ficamos até seis da manhã no sítio do Ricardo? Fora as baladas. Fora as noites de sexta e que no dia seguinte eu só passava em casa pra tomar um banho e ir trabalhar. Tempo bom, mas que eu não posso nem pensar em retomar.
Hoje não agüento mais nada. Talvez o fato de a maioria das cervejadas das quais participo ser na minha casa ajude, porque minha cama quentinha e fofinha está logo ali. Acabou que eu virei a rainha da “saída à francesa”. Ninguém viu e pum: dormi.
Meu sono, sim, esse me motiva. Tanto que acordo toda manhã pensando em dormir mais cedo na noite seguinte, pra poder aproveitar mais. Só eu mesmo.
Descobri também que não posso misturar mais nada com nada também. Vinho com cerveja eu já não misturava antes, porque desde os 17 (quando tomei o pior porre da dupla da minha vida) tenho juízo. Mas agora, nada com nada. Se não, é montanha-russa no escuro na certa.


Horrível!

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A bandalarga e eu

Maio 27, 2007

Toda vez que passo pelo quarto da bagunça preciso entrar, ignorar a zona em cima da cama de visita, sentar em frente ao computador e dar uma passeada na internet (é que no quarto da bagunça é onde hospedamos o computador na minha casa. Fazemos de conta que é “escritório”, hahaha). Toda vez. Checo e-mails, dou uma olhada rápida nos jornais online, fico puta com algumas notícias bizarras que encontro, dou risada de outras, entro no youtube e vejo uns clips, volto ao meu e-mail e saio. Às vezes dou um pulo no site da Globo e espio umas notícias de celebridades (adoro ver aquelas fotos sem makeup: sinto-me mais gente, só mais pobre, claro). Em outras, passeio pelos meus blogs preferidos ou até leio umas bobagens que saem em sites e revistas femininas. Impressionante como falam coisas estúpidas para e das mulheres… enfim.
O que acho interessante é a variedade de coisas que podemos fazer se estivermos conectados à internet. Trabalho, lazer, ócio, trabalho, lazer, ócio. Música, filmes, séries, pesquisas dos mais variados tipos e temas. Fóruns de discussão (alguns realmente construtivos, outros nem tanto), bobagens mil. Comunidades de gostos comuns. Bate-papo sem gastar telefone! Tudo bem que não sou muito fã desse último, mas às vezes ele é bem útil, ainda mais quando temos amigos em Londres e Minas, amigos conterrâneos, mas que não vemos sempre nesta cidade enorme, família a 230km.

De vez em quando cansa e eu fujo, vou cozinhar, ver tv, dormir, cuidar das minhas violetas (é! Agora eu tenho violetas), mas só por algumas horinhas.
Logo eu volto, na torcida para que em breve inventem um jeito de queimar calorias em frente ao computador, pra eu nunca mais ter que me preocupar com a ginástica, porque eu só me preocupo mesmo.

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Dá pra viver da escrita? De blog eu sei que não dá. Mas de livro…

Maio 25, 2007

Tem gente brigando comigo porque não tenho mais postado todos os dias.
Fãs ensandecidos que não suportam a idéia de ficar um dia sem mim.
Tietes desesperadas pelas minhas palavras.
Pessoas de bem ansiosas pela minha importante opinião…
Ó céus, como lidar com a fama?
Mal saio de casa e já tem gente querendo mechas do meu cabelo. Fiquei sabendo até que na próxima bienal do livro terá maluco vendendo oxigênio usado que sai dos meus pulmões.
Não sei mais o que fazer para ter uma vida normal…

Depois que virei blogueira minha vida mudou! Acho que preciso ter umas aulas com a Bruna Surfistinha.


Hoje li uma nota que dizia que a moça-de-vida-fácil está triste porque o segundo livro não vendeu como o primeiro. Na verdade, o que a incomoda é o motivo: ela assina e divulga o segundo livro como Raquel Pacheco, seu nome verdadeiro.
Preciso dar um toque nela, coitada.

Amiga,

Em primeiro lugar, tudo bem que a gente tá no Brasil e aqui qualquer um vira celebridade, modelo, exemplo de coragem e determinação. Mas daí você achar que sua vida dá um livro baby, sorry, porque não dá. Literatura erótica é bem diferente de baixaria mal escrita.
Em segundo lugar, se todo o seu sucesso você deve ao seu nome de guerra, vamos pensar de forma midiática (você sabe o que é isso?): a Coca-Cola é uma marca, o Burguer King é uma marca, a Perdigão também é uma marca. Um refrigerante, um fast-food, uma rede de produtos alimentícios. Como você, são produtos de comer. Já pensou se a Coca-Cola resolve se chamar “Xarope de Cola”? Ou o Burguer King, “Burgão do Zé”? Ninguém mais vai comprar e as empresas perderão muitos de seus clientes pelo mais simples dos motivos: eles abriram mão da sua marca, do seu nome de sucesso.
Resumindo: se não quiser perder mercado, não mude sua marca. É ela que te faz, independente da merda que você seja.
Não tente assumir uma posição de escritora de best-sellers. Você deveria ficar bem quietinha com seu blog e já estava bom. A Raquel Pacheco não é ninguém, além de uma prostituta pra lá de indiscreta.
Saiu na Folha Online que você disse que não dá pra viver da venda de livros. Óbvio!
“Só sendo um Paulo Coelho, que além de superfamoso, tem vários livros”.

Fofa, vejo que também precisa melhorar suas referências.

Um beijo no coração,

Daniela

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Na chuva, sem guarda-chuva.

Maio 22, 2007

Que sacrifício é comprar um guarda-chuva.
Não há nenhum que não seja cafona. Uns são menos e outros simplesmente passam do limite do ‘aceitável’. É um tal de listrinha com xadrez, bolinha com xadrez, coelhinho com xadrez, florzinha com xadrez…. afe. E tudo em cores completamente incompatíveis.
Como a gente faz?
Será que o guarda-chuva não é um acessório? E nós não temos que combinar acessórios?
De que adianta uma superprodução, supermaquiagem, supercabelo, se tudo é coroado com um guarda-chuva prateado por fora e xadrez azul com bolinhas cor de burro-quando-foge por dentro? Credo.

Hoje passei por isso. Chuva torrencial pela manhã e eu no ônibus. Aí, pra confirmar minha teoria de que nenhum motorista de ônibus vai com a minha cara, o tio passou direto pelo meu ponto e andou uns 400 metros até parar no ponto final da linha. Tudo bem que eu ando 400 metros numa boa, mas estava chovendo muito, e eu toda bonitinha, indo trabalhar, sem guarda-chuva.
Foi aquele drama, chuva, chuva com vento, carro passando e espirrando água e eu cada vez mais puta. Já estava atrasada para o trampo e bem à frente de onde costumo descer.
Que eu fiz? Atravessei a rua e parei um táxi.
- Senhor, preciso ir para a Cunha Gago, 700, por favor. Pode virar aí à direita que é paralela à Faria Lima (eu estava na Faria Lima).
- Ahn? 700?
- É.
Ele virou o quarteirão e vi o número 768.
Dei risada, pedi que parasse e desci.
E quanto tempo isso durou? Um quarto de quarteirão.
120 metros e 5 reais de gorjeta para o taxista que carregou a doida com sérias dificuldades de noção espacial.

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Queria poder fazer alguma coisa.

Maio 21, 2007

Tem dia que não dá vontade de ler jornal. É tanta tragédia que dá tristeza.
Além dos problemas ‘básicos’ do Brasil (corrupção, pilantragem, sem-vergonhice, cara-de-pau, safadeza), o que mais me chama a atenção são os casos de violência contra crianças.
É impressionante como há pessoas que não dão valor ao amor. E a vida é tão frágil…

Criança é frágil. Não deveria apanhar, ser amarrada junto com o cachorro, tomar tiro na testa, ser colocada em microondas até morrer assada, morrer ou ter sequelas pelo resto da vida porque deu o azar de estar no lugar errado e na hora errada, ser sufocada porque não sabe contar até cem, ser estuprada porque é bonitinha, ser arrastada por quilômetros porque não conseguiu se soltar do cinto do carro roubado.
Fico chocada porque virou lugar-comum: sempre que abro um portal de notícias (uol, terra, folha, globo) ou folheio uma revista semanal, ou um jornal diário, vejo uma manchete sobre uma criança assassinada pelos pais, envolvida num acidente estúpido, vítima de bala perdida ou de bandidos de sangue gelado.
Meu coração dói, dá vontade de vomitar.

E penso que eu deveria ter o direito de bloquear esse tipo de coisa do meu conhecimento e do meu dia-a-dia, porque a raiva que sinto é gigantesca.

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17h10

Maio 18, 2007

Sabe quando os olhos ficam tão pesados que parece que se os fecharmos cairemos imediatamente em sono profundo? Quando o bocejo começa a fazer eco pelo escritório? Quando os braços ficam mais pesados e a gente os planta sobre a mesa, mexendo só os dedos sobre o teclado? Quando a vista começa a embaçar, embaralhando a visão com a lubrificação do canal lacrimal, que funciona sem parar? Quando começamos a olhar para o relógio do computador a cada três minutos?
Quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, sabemos que, graças a deus, já é sexta-feira.

(Yaaawn…)

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Tem dia que bate.

Maio 18, 2007

Já faz quase oito meses.
Quando bate, sinto um calor esquisito dentro de mim, como uma dor de estômago quente, que lateja, sobe pela garganta e quer sair em lágrimas. Embora a cada dia que passa ela pareça mais interna, sempre que vem dá mostras de que morará aqui por toda a minha vida.
Não tenho mais raiva ou frustração. Tenho saudade. Muita saudade. Inclusive, deve haver uma outra palavra pra definir isso, porque não é a simples saudade, que conhecemos naturalmente. É um negócio diferente e muito, muito mais intenso. Aquele sorriso que me fazia tão bem agora dói de um jeito tão profundo e distante, que às vezes sinto-me culpada por ter me acostumado. Por ter aceitado, por tê-lo deixado ir sozinho.
Aí, como se uma mão bem forte me pegasse pelos tornozelos e me puxasse de volta ao chão, à realidade, lembro que fiz tudo o que podia, e nosso destino era esse.
O mínimo que eu tenho que fazer é me acostumar e viver o que restou pra mim.
Com o que restou de mim.

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O ócio é criativo

Maio 17, 2007

Por isso não tenho tido tantas idéias para posts diários: eu saí do ócio. Agora tenho coisa pra fazer. Um monte de jornais pra ler, sites pra pesquisar, ligações, reuniões, treinamentos.
Mas preciso deixar claro que tudo o que eu queria era ter prazer em trabalhar e é isso o que vem acontecendo. É bom chegar em casa à noite, cansada, sabendo que produzi alguma coisa…
Tenho várias metas ainda a cumprir na minha nova vida. A primeira delas era arrumar um trabalho com o qual me identificasse. Agora, as outras serão atingidas tranquilamente, uma atrás da outra, como conseqüências da minha atual realização particular.
Sinto-me útil de novo. E isso está me fazendo muito bem.
Além disso, o fato de não encarar mais a linha vermelha do metrô todo santo dia é um puta de um plus nessa minha alegria renovada.

Eita.

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Vou comprar uma bicicleta

Maio 16, 2007

Todos os carros do mundo deveriam ser guiados por homens. Os homens é que são o ó da pilotagem urbana. Eles é que sabem como é que faz o negócio e a mulherada têm mesmo é que ficar em casa.
Ultrapassagem é com eles, que só fazem uma quando estão plenamente seguros e a uma boa distância do outro carro.
Fora que o homem é educado. Sempre dá a preferência, espera o pedestre terminar de atravessar. Nunca usa o retrovisor pra checar o gel no cabelo.
Ele sabe dirigir. Nasceu para o ofício e nasceu sabendo, assim como a mulher nasceu para pilotar fogão, e nunca faz cagada no trânsito. Nunca acha que é o dono da rua, nunca quer ser o mais esperto de todos. Estacionar na contramão? Jamais. Parar em frente a saídas de garagens? Isso é coisa de mulher. Parar em fila dupla, então…. Nem sabem o que é isso.
Homem decora a cartilha do Detran. Sabe muito bem como realizar cada manobra, por isso a vida seria linda se só eles dirigissem.
Nunca se estressa com o semelhante na chimbica ao lado, nunca reclamam porque tem uma Kombi velha na frente, atrapalhando sua passagem.

O caos do trânsito é devido à presença feminina, claro. Essas perigosas malucas e suas armas com motor 1.0…. Ah, essas malucas. Elas sabem acelerar, mas não sabem frear. Dirigem de salto-alto e usam o retrovisor para passar batom.

O código de trânsito brasileiro deveria liberar a habilitação somente para aqueles que têm 18 anos.
E um pinto.