Posts de Março, 2007

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Expandindo os negócios

Março 30, 2007

Bem. Resolvi expandir meus negócios de blogueira e anunciar na Europa. Pelo jeito, o veículo que escolhi está dando um bom resultado…
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Almoço no shopping

Março 30, 2007

Hoje me aconteceu uma coisa, no mínimo, inusitada.
Fui almoçar no Shopping Higienópolis, antro (Caverna, cova ou gruta natural, escura e profunda, que em geral serve de covil às feras – segundo o santo Michaelis) da riqueza esnobe, loira e botocada de São Paulo. Fui lá porque cansei do restaurante no qual como todo dia, queria variar. Mesmo que não haja variação nenhuma em praça de alimentação de shopping… whatever.
O fato é que eu preciso comprar aquelas palhetas de colocar em gola de camisa social masculina para o Marido, que perdeu quase todas que tinha. Outras eu mesma quebrei na máquina de lavar, e outras ainda, o Saci-Pererê lá de casa colocou em qualquer outro lugar.
Aproveitando que no shopping tem várias lojas de trajes sociais para homens, entrei numa que já conhecia e perguntei ao vendedor se ele sabia onde eu poderia encontrar as tais palhetas. Ele me respondeu que, normalmente, quem vende essa peça são fornecedores de camisarias, mas que ele iria me ajudar. Aí começou a explicar como eu mesma poderia fazer as palhetas em casa com… garrafas pet! Isso mesmo! Garrafas pet! Achei o máximo a sinceridade dele, que sequer se atreveu a me oferecer qualquer produto da loja onde um cinto custa mais de R$180. Eu não mostrei mesmo interesse por nada, mas todo mundo sabe o quanto é insuportável entrar em loja de shopping pra “dar uma olhadinha”.
E na boa, eu não estava mal vestida nem nada. Não estava com sujeira na cara, descabelada e nem carregava sombrinha em sacolinha de supermercado.
Haha. Das duas uma: ou o cidadão era funcionário novo ou eu tenho mesmo cara de pobre.

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No parque

Março 30, 2007

Ela estava sentada num banco da praça, sozinha, observando o movimento e jogando pipoca aos pombos. Não se preocupava com nada, apenas vivia o momento.
Avistou ao longe uma senhora de branco, empurrando a cadeira de rodas de um senhor que aparentava ter mais de 80 anos. A mulher empurrava meio rápido, e o senhor balançava para lá e para cá. De vez em quando tombava para o lado, e a mulher empurrava-o novamente para o lugar. Não falava com ele.
O senhor tinha os cabelos bem brancos, usava um tipo de pijama flanelado e olhava para o vazio. Parecia não ter reações físicas e mostrava-se prostrado.
Quando passaram pela frente da moça, ela ouviu a senhora reclamar pra si mesma que aquele serviço era uma merda, que o velho era pesado e que ela não agüentava mais sentir cheiro de mijo. Era uma enfermeira.
A moça passou, então, a observá-los com mais interesse. De repente pararam, dois bancos à frente e a senhora jogou-se no banco, deixando o velho de frente pra ela.
Ele continuava sem aparentar reação. A senhora chamou o pipoqueiro que passava, comprou um saco grande e sentou-se novamente. O velho olhou pra ela, e dava pra perceber que ele queria comer a pipoca também. Mas ele não falava. Só olhava e passava a língua pelos lábios bem devagar. Ela percebeu e começou a rir. “Velho idiota. Não vai comer não! Tá com vontade? Azar o seu. Retardado não come pipoca.”
A menina observava aflita.
A senhora continuava a comer, e quando cansou, começou a jogar o resto aos pombos. O velho acompanhava seus movimentos com o olhar estremecido.
De repente alguém passou e a chamou. Ela se levantou e começou a bater papo, deixando o velho sozinho, de costas para o grande lago que ficava à frente dos bancos.
A moça não se conteve. Levantou e foi até ele. Pegou um pouco de pipoca, tirou os caroços e colocou levemente na boca do velho. Ele olhou pra ela e seus olhos se encheram d’água. Continuaram o ato de cumplicidade até a enfermeira olhar pra ele. Ela veio então, muito solícita, dizendo com carinho para a moça que ele não podia comer aquilo. Que era um senhor inválido e que a pipoca poderia lhe fazer mal. E que, por acaso, já estava na hora de levá-lo para casa. Empurrou a cadeira e foi embora resmungando “se engasgar vai ver, seu velho estúpido”.

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Benefícios da Cerveja como Dieta Fixa

Março 29, 2007

(Confesso que não gosto muito de textos prontos encontrados na internet. Mas alguns valem a pena. Ainda mais quando têm autor anônimo e eu posso fazer o que eu quiser para reproduzir as palavrinhas. Vai bem para uma tarde sem idéias interessantes.)

1 - Beba uma garrafa de cerveja antes de cada refeição. Isso reduzirá seu apetite e você comerá menos.
2 - A cerveja é elaborada a partir de vegetais: lúpulo, levedura, malte, cereais etc. Logo, a cerveja é, praticamente, uma granola. Experimente misturá-la ao iogurte com mamão que come no café da manhã.
3 - A cerveja contém 95% de água. Portanto, é um alimento hidratante.
4 - A cerveja pode ser acompanhada de castanhas (de cajú, do Pará, da Índia etc), amendoins, amêndoas, nozes, avelãs etc. Tudo isso é de origem vegetal e com um percentual elevado de fibras alimentares, e fibras alimentares são saudáveis. Fora que a cerveja também limpa o intestino que é uma beleza. Pra que Activia?
5 - Equilíbrio: você deve beber porções iguais de cerveja clara e cerveja escura… isto é uma dieta balanceada. Saudável, portanto.
6 - A cerveja contém conservantes, logo… conservam você. Conservantes o fazem parecer mais jovem. Ignore a barriga causada pelo chopp. Afinal, qualquer tratamento anti-idade tem algum efeito colateral. Se você precisa presenciar sua mulher se desfazendo por causa de um peeling facial, nada mais natural que ela entenda que sua barriga vem junto com sua eterna juventude.
7 - Escreva “tomar uma cerveja” no topo de sua lista de atividades a fazer hoje. Assim, pelo menos um item da lista você vai conseguir cumprir. E se proponha castigos para o caso de não cumprir os deveres. Nada como disciplina.
8 - Uma caixa de cerveja pode fornecer toda a sua necessidade diária de calorias e carboidratos. Não é prático isso?
9 - A cerveja eleva consideravelmente o nível de beleza do sexo oposto, favorecendo a interação entre as pessoas. Na verdade, ela diminui o seu discernimento e no dia seguinte você pode acordar ao lado de uma (ou um) sósia do Mestre Yoda. Mas pra que entrar em detalhes, né?


* contei com a colaboração do meu querido compadre Ricardo. Ele mesmo, uns dos melhores (ou piores?) bebedores de cerveja que eu conheço.

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Ainda bem que sou muito racional

Março 29, 2007

Quem nunca teve vontade de sair de casa só com a roupa do corpo e sumir? Pegar carona na rodovia e ir parar no litoral mais longe que encontrasse? Assumir a identidade de Cigana Turmalina e ganhar a vida vendo a sorte dos outros, vendendo água de coco e sanduíche de alga afrodisíaca na praia? Ou encontrar um médico que fizesse aquele tratamento do filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”? Ou deitar no meio da linha do trem só pra ver como é a vida passar toda pela frente? Ou fazer voto de silêncio pelo resto da vida? Ou roubar o cartão de crédito da mãe e comprar uma passagem só de ida para Praga?

Eu já.

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Ó vida, ó céus…

Março 28, 2007

Tinha que ser pela manhã?
Não há pior horário.
Depois da manhã tem um dia inteiro.
Um monte de coisas pra acontecer.
Manhã não é pra essas coisas.
Manhã é pra dar bom dia e tomar café.
Não é pra essas coisas.

É uma droga quando percebo que lá se foi meu humor.
(Que já não anda lá dos melhores.)
E lá se foi minha vontade de ver chegar a noite.

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Abaixo o Palito de Dente

Março 27, 2007

Independente do sexo, idade, cor de cabelo, tribo, formação religiosa, nível sócio-cultural ou financeiro, muitas pessoas insistem em fazer uso do abominável Palito de Dentes.
São pessoas que acreditam que nada melhor que o Abominável para limpar, de maneira eficiente, cada um dos órgãos ósseos, duros e lisos, que guarnecem as maxilas do homem e de certos animais.
Nos restaurantes populares, ao lado dos guardanapos sempre há um vidrinho com os Palitos de Dente. Ou seja, se está lá, é pra usar, não?
Não! Concordo que é uma merda almoçar e ficar com um naco de carne preso entre o molar e o siso, mas garanto: há uma forma muito mais educada, discreta e higiênica de resolver o problema. Tchanananan: o Fio dental!!!!!!! (No banheiro, claro.)
Se o dono do restaurante oferecesse um rolo de papel higiênico para você usar no lugar do guardanapo, você usaria?
Inclusive, há diversos restaurantes que disponibilizam o conforto da dupla fio dental e enxaguante bucal aos clientes.
E não venha dizer que é feio levantar para ir ao toillete porque não é. É só pedir um minuto. Mais feio é pegar o Abominável e usá-lo na frente de quem está comendo. Ou na presença de qualquer um que não mereça ver o outro cutucando seus recôncavos pessoais em público. Colocar a mão pra cobrir a boca enquanto executa o serviço é ainda pior.

E tem outra, se você está comendo, é perfeitamente normal que algo fique em seus dentes, assim como nos de qualquer um que coma alguma coisa. Se ficar muito encanado e não tiver fio dental, dê uma chegadinha ao toillete e faça um bochecho com água. Não é tão complicado.

Portanto, uso o meu blog pra aconselhar: CARREGUE SEMPRE FIO DENTAL.
É pequeno, leve, cabe no bolso, na bolsa e até na carteirinha de moedas.
E você nunca passará vexame.
E nunca mais incomodará quem não quiser vê-lo cutucar seus recôncavos mais íntimos.

Obrigada.

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Confissão

Março 26, 2007

Padre, perdoe-me porque eu pequei.

Na sexta comprei bilhete de metrô do ambulante pra não pegar fila e chegar mais rápido à esbórnia.
Misturei destilado com fermentado. Dancei e pulei como uma ensandecida ao som do Trem da Alegria. Banquei a tiete para o Afonso, do Dominó. Gritei “Afonsoooooooo!!!!! Lindo!!!!!!!!!!!!” (tudo bem que ele tá ajeitado mesmo. Bem melhor do que quando cantava que estava p. da vida e ostentava aqueles mullets de dar vertigem).
Puxei trenzinho enquanto tocava Balão (brrrrrr) Mágico. Até as letras eu sabia. Fiz coreografias ridículas e nem corei. Perdi-me no pernicioso furacão anos 80. Só faltou o glitter no rosto, a maquiagem roxa e verde e as botas brancas. Dancei em frente ao espelho e horrizei o senhor que passou a festa sentado à mesa, pensando que a juventude de hoje está perdida.

No sábado pequei de novo, padre. Votei pela eliminação do Aírton do BBB e não consigo evitar cobiçar o homem da próxima Siri. Aquele Alemão é uma coisa de louco.

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AHHHHHHHH

Março 23, 2007

Às vezes tenho vontade de dizer umas verdades ao mundo. Coisas que não são boas de ouvir, mas que de algum jeito ajudarão as vítimas a, de alguma forma, fazer desse mundo um lugar melhor. E claro, farão um bem enorme à mim e à minha raiva diária, que às vezes precisa de um escape.
Pensei em algumas coisas que eu diria, mas que nunca falei, algumas porque não tive coragem e algumas porque minha mente equilibrada me segurou mesmo.

Ao mano que pinta o cabelo de loiro e que entra no metrô como se estivesse naqueles empurra-empurras das baladas hardcore.
“Meu amigo: se toca. Você não é um macaco pra ficar pulando em cima das pessoas. Em dois minutos passará outro trem e você poderá entrar. Você ocupa espaço e ninguém gosta de te sentir colado ao corpo como roupa. Seu hálito só sua namorada gosta, e mesmo que você me responda: ‘quer conforto, vai de avião’, você continuará sendo inconveniente e todos o olharão torto. Dou-lhe uma cotovelada na costela que você vai ver.”

À mocinha que joga água na calçada e no meu pé.
“Flor, será que você pode, por favor, virar essa porra de mangueira para o outro lado? Eu preciso passar e você pode lavar a calçada sem me molhar.”

À senhora obesa que teima em se encostar em mim na fila do banco cada vez que dou um passo em direção ao caixa.
“Dona madame, dá pra ficar mais pra trás? A senhora precisa ficar se encostando em mim a cada passo que eu dou? Calma, mulher! Você não vai chegar mais rápido por isso. A não ser que perca a vergonha de uma vez e pule no meu colo.”

Ao ser estúpido que quase me atropelou no posto de gasolina.
“Sua anta de cadarço cor-de-rosa. Posto é pra abastecer, não pra dar cambau no farol! E eu tô na calçada, não tá vendo? Claro que não, com esse vidro filmado com 95% de escuridão e falando ao celular é realmente complicado ver o que acontece à sua frente no trânsito. Aliás, você sabe o que são leis de trânsito?”

Ao síndico/dono-de-todas-as-coisas/proprietário e ditador absoluto do meu prédio.
“Meu senhor. Entendo que a senilidade atinge a todos e que deve ser complicado gerenciar seus negócios quando não é possível lembrar o que comeu pela manhã ou que é hora de tomar um dos seus 28 comprimidos do dia. E realmente, tratar com pessoas folgadas e chupinhas do seu bolso deve ser um saco. Mas olha só: eu pago pra morar lá. Pago o condomínio, o seu IPTU (embora eu ache um absurdo, porque eu não sou a proprietária) e todas as contas sobre os bens que utilizo. Então, tenho todo o direito e a razão máxima de reclamar de coisas como o cheiro ruim do hall do meu andar, das maçanetas que vez por outra saem na minha mão, do interfone que dá crepe, das torneiras que fazem barulho. Portanto, deixe de ser besta e pensar que me faz um favor e me dê descontos no aluguel a cada vez que tiver que arrumar alguma encrenca que a sua construtora armou no meu apartamento.”

Ao meu lado reclamão.
“Dani, querida. Não adianta explodir a cada vez que topa com pessoas desse tipo. Mantenha a serenidade, a superioridade e o equilíbrio frente a essas babaquices do dia-a-dia. Com certeza, você correrá menos risco de apanhar no coletivo, de tomar uma mangueirada d’água nas costas, um xingo baixaria que te fará corar na fila do banco e de desenvolver erupções cutâneas de raiva desse povo que compra a carteira de habilitação. Fora a gastrite que a impaciência com o síndico pode lhe causar. Poupe-se. A vida é muito mais que essa rotina chata que nos irrita todos os dias. Azar deles, que não sabem disso.”

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Dia de fúria em SP

Março 22, 2007