Posts de Fevereiro, 2007

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Alegria matinal

Fevereiro 28, 2007

Que dor de cabeça.
Que vontade de vomitar.
Que boca seca.

Que ressaca.

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Vizinhança estranha

Fevereiro 27, 2007

Há algum tempo moro em prédio, e posso dizer que a vizinhança desse tipo de residência é diferente e, por incrível que pareça, muito mais distante do que aquelas vizinhas às casas em vilas do interior.
É gente que dificilmente se dá ao trabalho de dizer um bom dia ao elevador e ignora sua presença a poucos metros, seja no hall ou na garagem. Eu, que sou do interior, estranhei esse comportamento ‘metropolista’ no início, mas já me acostumei.

Agora tenho que lidar com outro tipo de vizinho esquisito: o vizinho de janela. Não é aquele cuja porta fica ao lado da sua, é aquele que mora no prédio ao lado do seu, e sua janela permite que observe todo o seu apartamento, toda a sua vida, todas as suas lingeries.
Meu apartamento é daqueles que têm janelas grandes e que no verão ficam abertas quase que o tempo todo para ventilar.
A janela-camarote do meu vizinho é a da área de serviço. Impressionante como naquela casa se passe tanto tempo na área de serviço. Digam que estou exagerando, mas juro por Deus, várias vezes os vi zanzando por lá de madrugada.
(E a pergunta que não quer calar já tem resposta: o que eu fazia olhando pela janela de madrugada? Passava pra tomar água, ou mesmo chegava de um encontro com amigos).
Mas os meus vizinhos papeiam à janela da área de serviço, olham a rua da área de serviço, xeretam os outros pela área de serviço. Acho até que a sala de estar deles fica na área de serviço.
De vez em quando dão sorte, porque eu não tenho paciência de ficar me preocupando com eles dentro da minha casa. Vêem a gente de calcinha e cueca, enrolado na toalha, secando o cabelo, vestindo a calça, recebendo amigos.
O Marido se preocupa com o que possam ver.
Eu penso que eles é que devem se preocupar.

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Aquecimento global

Fevereiro 26, 2007

Não pensei em escrever sobre isso só porque é moda. Pensei porque li uma matéria hoje que me deixou impressionada e chocada com a minha ignorância.
Na Superinteressante deste mês, descobri que 25% do efeito estufa é conseqüência da criação de gado e agricultura.
Pum de vaca é perigoso para a atmosfera. Metano puro, que é 20 vezes mais poderoso que o CO2.
Fora o óxido nitroso que é liberado pelos fertilizantes químicos: 310 vezes mais poderoso que o CO2.
Os números são assustadores: as fazendas americanas emitiram, em 2005, cerca de 800 mil toneladas de óxido nitroso na atmosfera. Isso equivale à emissão de 100 milhões de carros a gasolina, ou 4 vezes a frota brasileira.

Vixe.

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Cultura POP

Fevereiro 22, 2007

Se eu fosse o Michael Jackson, me matava.

Como se não bastasse uma dívida de US$180 milhões, o cara tem o nariz mais feio do mundo, é acusado de pedofilia (tudo bem que foi absolvido, mas carregará o estigma pelo resto da vida), de assassinato, não consegue vender sua casa, nem ganha cadeira vip para jogo de basquete. Ele tem tentado insistir na carreira, mas sua imagem está tão desgastada que toda vez que vejo uma manchete com uma foto sua, fico com dó. Fora que o mundo todo parece que quer que ele se foda mesmo.

Coitado do Michael!

Esse povo não tem coração?

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Memórias são sempre boas.

Fevereiro 22, 2007

É estranho perceber o cuidado que as pessoas têm comigo. Elas não falam coisas que acreditam que podem me trazer lembranças, me deixar chateada. Bem, eu penso que é isso. Espero que seja. Espero mesmo.
Acontece que não é preciso ninguém tocar no assunto para eu ficar triste.
Não é preciso que me lembrem de tudo que aconteceu.
Aquilo tudo está enterrado dentro de mim e não tem como não pensar, não ficar triste.
Eu gosto de falar do Pedro. Me faz bem. Eu fico triste, mas é melhor do que fingir que ele nunca existiu. Ele foi a melhor coisa que aconteceu pra mim, e o ano que passou foi, de toda a minha vida, o melhor e pior de todos.
Natural que eu não queira esquecer. Se eu escolhesse esquecer tudo, teria que esquecer também o melhor filho do mundo, o mais especial, o mais talentoso, carinhoso e inteligente. Minha mais linda produção. Talvez, umas das únicas vezes em que fiz algo certo.
Eu não estou, eu sou triste. Acho que serei ainda por um bom tempo. Isso faz parte da minha personalidade enlutada, da nova Daniela. De vez em quando me divirto, dou risada e tal, mas a tristeza está tão profunda em mim que aprendi a camuflá-la pra poder interagir com os amigos, com a família. Afinal, eu preciso viver.
Mas ela sempre está lá.
Não minto ou finjo nada. Apenas me adapto ao ambiente.
Não tem essa de que depende só de mim. Não depende. Não tem como esquecer, não tem como não sentir saudade e deixar de lamentar a falta que ele faz. Não sei o quanto isso vai durar, ou se um dia irá acabar, mas é assim que eu me sinto.

Só sei que a memória dele é o que tenho de mais precioso agora, e me recuso a esquecê-lo, a não falar dele e a ignorar a saudade que eu tenho de pegá-lo no colo.

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Jogo dos sete

Fevereiro 21, 2007

SETE coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:

… Uma plástica nos peitos.
… Viajar de carro pelo sertão do nordeste.
… Ir a um autêntico pub na Inglaterra.
… Pular de pára-quedas.

… Ir a um show da Madonna.
… Brigar de porrada.
… Comprar uma chácara à beira de um rio e morar lá.


SETE coisas que mais digo:

… Deus me livre!
… Dá licença!
… Vou dormir…
… Afe….

… Por favor.
… Sinto muito.
… Obrigada.


SETE coisas que faço bem:

(…)
… Cozinhar.

… Escrever.
… Dar chilique com atendente de telemarketing.
… Inventar histórias.
… Descobrir mentiras.
… Cafuné.


SETE coisas que não faço:

… Fofoca.
… Cocô fora de casa.
… Bater em criança.
… Julgar o outro.
… Me esconder atrás dos meus problemas.
… Escrever errado só porque estou na internet.
… Abrir mão da minha cama por uma balada.


SETE coisas que me encantam:

… Meu marido.
… Minhas lembranças boas.
… Solidariedade.
… Música.
… Criança educada.
… A capacidade que certas pessoas têm de superar as piores adversidades.
… O sorriso do Tom Welling.


SETE coisas que odeio:

… Desculpa esfarrapada.
… Gente fedida.
… Barulho.
… Verão.
… Cheiro de talco anti-séptico Granado.
… Gente fútil.
… Saber que fui enganada.

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Descabelada

Fevereiro 16, 2007
Sabe aqueles dias em que a gente acorda e não tem a menor vontade de escolher roupa, passar hidratante, secar o cabelo, passar um corretivo nas olheiras e batom? Sai de cabelo molhado, bem de qualquer jeito mesmo e não tá nem aí? Aí ainda fica o dia todo de mau-humor porque se sente gorda com a roupa que apanhou na gaveta?
Então.

Hoje eu estou assim.

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Fã de Dove

Fevereiro 15, 2007
Há alguns anos, quando resolvi ceder à vaidade e me cuidar (o que aconteceu só depois da adolescência), lembro do início da saga dos produtos Dove. Os primeiros a aparecer foram os famosos sabonetes com ¼ de leite hidratante que tinham (e têm até hoje) um cheiro delicioso e realmente hidratavam a pele. Eram bem mais caros que os sabonetes comuns, mas o uso mostrava que valiam o preço.
Com o tempo, Dove começou a lançar hidratantes de todos os tipos, linhas diversas de tratamento para o cabelo e desodorantes.
Eu adorava comprar os produtos. Sempre que podia gastava e ficava feliz com a minha pele hidratada. Eram mais caros, mas os resultados eram bárbaros.
Aí, há pouco tempo, num início de verão, auge anual da moda das modelos magérrimas, lindas, saradas, perfeitas e milionárias, Dove simplesmente lançou uma campanha na qual as modelos eram mulheres perfeitas e…. normais! Tinha gordinha com celulite, magrinhas sem curvas, branquela sem peito e morena com peito demais.

Tudo bem que é tarde pra dizer isso, mas eu ADOREI e me identifiquei completamente com a campanha “Verão Sem-Vergonha”.
Atingindo um público que se sentia diminuído pela publicidade de 99,9% das marcas de cosméticos e muitas vezes era enganado com falsas promessas de beleza rosselinesca em potinhos, a marca encontrou um nicho de mercado para o qual ninguém dava atenção: o da mulher comum, que não se convence com a Gisele Bündchen e tem, sim, celulite, estrias, cabelos com humor (e mau-humor) próprio, barriga de gravidez, coxas grossas e peitos grandes.
Inovando com essa abordagem (e calculando o retorno óbvio), Dove passou a investir nesse nicho, e a cada campanha nova mostra um show de valorização à mulher-sem-photoshop (com fins beeeeem lucrativos, óbio II – diga-se de passagem), ou seja, à mulher de verdade.

A última campanha que vi foi uma lançada recentemente na Europa. Enquanto todos os fabricantes de cosméticos do mundo preparam milhões de fórmulas anti-idade, Dove lançou uma linha de produtos PRÓ-IDADE.

O site é esse. Vejam o comercial, que é ótimo.

E gordinha, peituda e bonitinha.
:) :) :)
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Coisas nas quais perco tempo pensando.

Fevereiro 13, 2007

Se pudéssemos prever o futuro e saber em que conseqüências resultariam nossas escolhas, tenho certeza de que a vida seria muito mais simples.

Mas também sem graça nenhuma…

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Palavras

Fevereiro 12, 2007

Que direito as pessoas têm de magoar as outras?
Que capacidade superior de julgamento é capaz de garantir que o fato de “não ir com a cara de alguém” tem algum fundamento?

Acho isso um absurdo.
Primeiro porque é impossível julgar o caráter de uma pessoa pela “cara” que ela tem. É preciso conhecer todas as suas qualidades e defeitos para, no mínimo, se ter uma idéia de sua personalidade. E mesmo assim, ainda podemos errar.
Segundo, porque qualquer opinião que tenhamos a respeito de qualquer coisa terá um ingrediente muito pesado, chamado “nossa concepção de mundo”: um ingrediente que ninguém tem igual ao de ninguém.

Por isso as palavras são perigosas. Porque elas são como pedras, que uma vez atiradas, jamais voltarão atrás.
Palavras magoam. Maculam. Julgam. Estragam vidas. Minam amizades. Destroem amores. Iludem. Fazem chorar. Humilham. Mentem.

Muito triste esse lado ruim das palavras. Por isso presto muita atenção no que digo ou escrevo, pois não quero magoar ninguém, e sei o quanto é devastador ser rotulado e julgado, principalmente por pessoas que não me conhecem de verdade.