Posts de Dezembro, 2006

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Perspectiva NatAZEDA

Dezembro 27, 2006

Bem, como este final de ano não está sendo exatamente o melhor da minha vida, dou-me o direito de privar-me de escrever sobre o tema.
Até porque, as mensagens de Natal e Ano-Novo estão tão batidas que cansam a beleza antes mesmo de o ano acabar.
É comercial na TV, é outdoor, é promoção disso e daquilo. Shopping. Internet. 5000 itens em liquidação! Cansa. Consumismo terrorista. Famílias felizes, cachorros de roupa, perfumes baratos, sorrisos forçados, Roberto Carlos, Missa do Galo, especial da Globo blábláblá.

Volto no ano que vem.

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"There is no if…. Just When."

Dezembro 21, 2006
Não existe planejamento nesta vida.
Planejamento de viagem, de poupança e de gastos sim, mas planejar a vida é ilusão. Ela acontece sem que a nossa opinião tenha a menor importância e sem que tenhamos nenhum controle sobre ela.
Coitado do ser humano que acredita que pode planejar sua vida. Este tem o maior tombo..
O negócio é viver um dia de cada vez, respeitar os próprios sentimentos e limites e parar de planejar, porque não temos como evitar a maioria das coisas que acontecem.

Óbvio que não digo isso como se acreditasse que as pessoas devem passar todo o tempo sentadas no sofá esperando as coisas acontecerem. O que acredito é que devemos confiar que algo está guardado para nós, vários segredos, e a própria vida mostra onde está guardada a chave de cada um deles.

É. Eu acredito que todos já temos o destino traçado, mesmo antes de pensamos em ser gente.

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Noite de música e cerveja

Dezembro 20, 2006

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Manhã

Dezembro 20, 2006

Meu melhor momento do dia é a manhã. É o melhor período pra pensar, refletir e produzir. Por isso, detesto me estressar logo cedo. Essa é uma das poucas coisas que acabam com o meu humor pelo resto do dia.
Já no metrô, ter a chance de abrir caminho entre os desesperados para um senhor cego passar tornou meu dia melhor.

Espero que ele fique mais agradável.
Até agora, não tive vontade de sorrir.

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Naquela noite regada a rum e mojitos….

Dezembro 18, 2006

Universitários. Anos 80. Pindaíba completa.
Era manhã e os dois amigos estavam com uma fome enorme e só tinham umas moedas nos bolsos. Contaram os centavos e conseguiram juntar uns pouquíssimos trocados. Estavam perto de uma feira e combinaram dividir a quantia, cerca de Cr$2,00 cada um e sair à procura de algo barato que enchesse a barriga. Rápido.
O primeiro amigo andou e viu que não dava pra comprar nada. E como dois tomates ou um maço de repolho não matariam sua fome, que diria a do outro, resolveu gastar sua parte na barraca do frango, onde conseguiu comprar 3 pés de galinha e duas asinhas. Delícia. Canja. Era só tacar na panela com água e mandar pra dentro.
Ansioso por saber o que o segundo amigo tinha comprado, ficou procurando-o em meio à multidão e aos gritos dos feirantes tentando vender seu peixe. Ah, se pudesse comprar um peixe….
De repente, ele enxerga, ao longe, o segundo amigo e pensa: “que fome. Vamos logo pra casa cozinhar essas coisas.”
Aí o amigo chega perto e o primeiro o vê carregando um vaso de margaridas. Atônito, brada: “Bicho! Eu só consegui comprar três pés e duas asas de frango e você gastou a grana com um vaso de margaridas? Porra! Tá louco? Vamos comer margaridas?”…
Ao que o segundo amigo responde: “Essas margaridas vão ficar bonitas lá em casa. Você não tem sentimento?”.

Foram embora. Um puto, outro inspirado. Cozinharam e dividiram os três pés de galinha e as duas asinhas sentados à mesa, devidamente alegre e enfeitada pelo vaso de margaridas. E são amigos até hoje.

Baseado numa história real que ouvi dos próprios protagonistas. Uma noite muito agradável, regada a rum, mojitos e charutos, e muita história maluca de uma viagem a Cuba.

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Boca Suja

Dezembro 14, 2006

Quando estamos deprimidos, a tendência geral das pessoas é achar que a gente está fazendo manha, que não nos esforçamos pra sair dessa, que se estivessem em nossos lugares, agiriam de forma diferente.
Acontece que não é bem assim.

Eu nunca tinha ficado deprimida antes, mas sempre soube da importância do acompanhamento de um analista, mesmo que fosse somente pra aprender a lidar com a vida e com os probleminhas do cotidiano.

Agora, no estado em que me encontro (devidamente acompanhada por um analista e consciente do meu problema), posso afirmar que tudo me irrita, nada me agrada, não tenho capacidade nenhuma de planejar o futuro, vivo de mau-humor, não quero sorrir e me incomoda ter que fingir para me adequar à vida em sociedade.
Sei que preciso sair dessa. Só eu sei o quanto tenho me esforçado.

Acontece que a depressão não é voluntária.
Quem é que gosta de ficar sofrendo, meu deus?

Um dos meus maiores esforços tem sido não mandar tomar no cu qualquer pessoa que cruza minha frente. Estranhos, caixas de supermercado, atendente de imobiliária, cliente arrogante, estressadinhos no trânsito.

Vão todos à merda! Caralho! Porra! Eu tô de saco cheio do mundo e por mim, ficaria dormindo o tempo todo.

Nem a família e os amigos escapam. Aí entra algo ainda mais complicado: como não afastar as pessoas quando você se torna alguém completamente azedo?
Então, esta é a missão dos que me amam: Paciência comigo. Chegará uma hora em que um sorriso sincero sairá da minha cara. Não sei que hora será essa, mas eu, pelo menos, acredito nisso. Senão, nem aqui estaria mais.

Eu também amo vocês. Meu amor, minha família e meus amigos queridos.

Mas agora, tudo o que eu quero é que o mundo todo se foda.

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Sinônimos

Dezembro 11, 2006


Segunda-feira:
preguiça e leseira mental.
Olheiras:
noite mal-dormida.
Trem e metrô: fusão inapropriada de odores corporais.
Computador:
dor de cabeça.
Cliente que não te atende:
gente filha da puta.
Marido que volta de viagem:
mimos para a mulher que ficou esperando.
Banderita e tutu de feijão com calabreza: morte súbita.

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Eu preciso chorar.

Dezembro 8, 2006

Estou tão triste.
Tão triste…

Como é ruim me sentir assim. Como é ruim essa sensação de impotência diante de algo que não se pode mudar. Diante da única coisa na vida que não se pode mudar….

Tenho medo de mim.
De causar dor a quem eu amo. Algum tipo de dano irreparável, pois não tenho estabilidade emocional nenhuma. Há muitos picos e depressões no meu comportamento, e isso me preocupa a ponto de ter consciência de que não devo, por exemplo, ficar sozinha.
Mas como evitar certos pensamentos? Nunca houve nada que me causasse tanta dor. Tenho certeza de que qualquer coisa que possa me acontecer não me abalará tanto. Dor física, perda de parente próximo, tragédia familiar… nada mais me assusta. Impossível. Não há dor maior que a que eu sinto agora.

Não agüento…
Queria poder dormir e não acordar nunca mais.
Queria poder chorar até morrer de cansaço.
Queria poder voltar no tempo e tentar outras formas de salvá-lo. Ou se não fosse possível, amá-lo ainda mais.

Queria ficar perto dele pra sempre.
Fazendo-o sorrir, olhando-o dormir, brincando com ele e ouvindo sua voz linda, percebendo as nuances do seu olhar castanho e profundo. Eternamente.
Isso sim me faria feliz de verdade e traria de volta a plenitude em que me encontrava antes de tudo acontecer.
Sabe aquela história do “eu era feliz e não sabia”? Pois é. Eu era feliz. E sabia muito bem disso.

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A http continua a mesma…

Dezembro 6, 2006

Mas o nome do blog mudou.

Até porque, ele não tem sido tão inútil assim.

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Indagações

Dezembro 6, 2006

E o que é que eu faço com a saudade?
E o que é que eu faço com a raiva?
E o que é que eu faço com a vontade de quebrar tudo?

Tem hora que bate uma tristeza…. Principalmente agora, que tenho tempo de prestar atenção aos meus próprios sentimentos, às minhas angústias, às minhas frustrações…
Prestar atenção em mim.

Tem sido dolorido descobrir que não sou de ferro.